Paciente com Cancro Conhece a Princesa Kate Durante o Percurso de Tratamento
A hepatite B é uma infeção grave do fígado causada pelo vírus da hepatite B (VHB). Esta infeção pode variar desde uma doença ligeira com duração de algumas semanas até uma condição grave e vitalícia. Quando alguém é infetado pela primeira vez com hepatite B, denomina-se hepatite B aguda. Se a infeção persistir por mais de seis meses, torna-se hepatite B crónica, que pode levar a problemas de saúde graves, incluindo lesões hepáticas, cirrose, cancro do fígado e até a morte. Os testes laboratoriais desempenham um papel crucial no diagnóstico da hepatite B, na monitorização da infeção e na orientação das decisões de tratamento.
Vários exames de sangue são utilizados para detetar a infeção por hepatite B. O teste do antigénio de superfície da hepatite B (HBsAg) é o teste de rastreio primário que deteta a presença do vírus no sangue. Se este teste for positivo, indica uma infeção ativa, aguda ou crónica. O teste do anticorpo de superfície da hepatite B (anti-HBs) mostra se uma pessoa desenvolveu imunidade ao vírus, seja através da vacinação ou da recuperação de uma infeção passada. O teste do anticorpo do core da hepatite B (anti-HBc) indica infeção passada ou atual. Existem dois tipos deste anticorpo: IgM anti-HBc, que surge durante a infeção aguda, e IgG anti-HBc, que permanece detetável durante toda a vida após a infeção.
Testes adicionais ajudam a avaliar a gravidade da infeção e a orientar o tratamento. O teste do antigénio e da hepatite B (HBeAg) indica o quão infeciosa uma pessoa está e quão ativamente o vírus está a replicar-se. O teste da carga viral da hepatite B, também denominado teste de ADN do VHB, mede a quantidade de vírus no sangue e é importante para monitorizar a progressão da doença e a resposta ao tratamento. Os testes de função hepática, incluindo a alanina aminotransferase (ALT) e a aspartato aminotransferase (AST), ajudam a avaliar lesões hepáticas. Níveis elevados destas enzimas sugerem inflamação ou danos nas células do fígado.
Os profissionais de saúde podem recomendar testes de hepatite B para pessoas com maior risco, incluindo aquelas com histórico de uso de drogas injetáveis, indivíduos com múltiplos parceiros sexuais, profissionais de saúde expostos a sangue, pessoas nascidas em regiões onde a hepatite B é comum, bebés nascidos de mães infetadas e indivíduos com VIH ou hepatite C. O rastreio de rotina também é recomendado para mulheres grávidas para prevenir a transmissão aos recém-nascidos. A deteção precoce através de testes laboratoriais permite uma intervenção médica atempada, que pode prevenir complicações graves e reduzir o risco de transmissão do vírus a outras pessoas.
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